Meu nome é imperceptível de tão igual. Passei a despercebida nos registros. Passei a despercebida na vida. Gravidez mal alimentada. Sem planos, sem religião, sem pais, pés, pineis. Um vão cinza de vida. Sentar no escritório, comer a mesma comida, engolir as mesmas conversas e por fim não sabem nem meu nome. Sou a lâmpada apagada num painel florescente. Sou a falta que não dói. Sou o pássaro que perdeu o bando e ainda viajaram por todo oceano. Sou o deixado para trás. Sou a descrença. Sou o igual. É o que me mandaram ser. Disseram, comentaram, suplicaram e eu sem dono e nem canto, escutei. Corro no mesmo corredor. Caminho em cima das mesmas pedras. Pego o mesmo ônibus que cheira a todo mundo junto e misturado. Tenho a vida, vida vazia e apagada. Feita só de grafite, sem lápis de cor. Mas, assim, quando ninguém olha eu sussurro para mim mesma, bem baixinho: - Quem sabe amor, mesmo que com um fiozinho de dor. Quem sabe um domingo sem televisão, talvez um cinema ou olhar as cores das flores. Quem sabe menos cinza, menos drama, menos trama. Quem sabe amor, para sorrir um pouco a vida rápida, mesmo que eu nem saiba como lidar. Quem sabe a culpa mais esquecida e rir dos bordões da televisão. Quem sabe um sabiá cantando na janela para acordar. Quem sabe a gente aprenda a fazer mais do que esperar acontecer. Quem sabe papel de bala no bolso e o desgosto lançado no esgoto […] Quem sabe, o bonito aparecendo, a vida florescendo e a tristeza, mesmo que presente, não incomodando tanto. Quem sabe?
Vamos começar me nomeando.
— A moça sem nome (via sonetosdeamor)

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— Escrever?
— Não. Limpar a alma.
Neilla Albertina  (via poetas-suicidas)

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originally joaoviegas

Gostei de você quando você me ensinou a gostar de mim.
— Lifehouse  (via leis-denewton)

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E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo. No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural.
Caio Fernando de Abreu.  (via rockandsoda)

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Eu te amo… Mas também me canso.
Caio Fernando Abreu (via segredosdeumpoeta)

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originally anmiranda

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Leandro Marques #36

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#16

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É, diante das possibilidades, acho que isso é o que me resta pra hoje.  (Publicado com o Instagram)

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